Segunda noite de confusão em feira irregular no Brás

Cerca de 800 camelôs invadiram a Feirinha da Madrugada, localizada no Brás, no centro da capital paulista, na madrugada de ontem(16). Os ambulantes tentaram ocupar um espaço interno da feirinha depois que um loteamento de novas vagas – que já seria irregular – foi adiado pela terceira vez. Durante duas horas, consumidores que vêm de ônibus de todo o País foram impedidos de entrar no local. Não houve violência e ninguém foi detido.

A confusão expõe “a maior aglomeração de comércio irregular de São Paulo”, como denunciam sindicato e associação que atuam no local. “Quase tudo lá dentro é irregular e ninguém quer regularizar. Por algum interesse”, afirma Jomh Walis, presidente da Comissão Organizadora Trabalhadora Ambulante (Cotasp), cujos integrantes participaram da ocupação.





“A feirinha é o maior centro de coisas ilegais. Não tem empresa representante, não há nenhum respaldo para nada. É um espaço público em que algumas pessoas recebem, há anos, dinheiro dos ambulantes”, afirma Rivaldo Sant’Anna, que representa a união dos distribuidores de frutas.

A estimativa é de que a feira abrigue cerca de dez mil ambulantes. Cada um paga por mês R$ 500 de taxa de condomínio e permissão de uso. O local também é um dos principais centros de compra popular da cidade. Já foi objeto de inúmeras denúncias de cobrança de propina e palco de operações policiais contra pirataria e contrabando – a última, no mês passado, resultou na apreensão de 400 toneladas de mercadorias ilegais.

Fonte: O Estado de S. Paulo





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